
Fico um ano sem ver um, vejo outros só nas férias ou no único fim de semana que corro pro interior, moro na mesma cidade de alguns e ainda assim custo a vê-los. E no reencontro, a intimidade e companheirismo de quem parece que se viu há cinco minutos me fazem ter a deliciosa sensação de estar em casa. As zuações mais patetas, as risadas mais bestas, as idéias mais palhaças e um tempo enorme pra contar como cada um tá, as mazelas, as vitórias, os amores, os erros, as amenidades e os sonhos. A coisa boa é que o sonho de um é abraçado por todos. A gente sonha junto porque foi a mesma pessoa que nos fez sonhar assim, e determinou, lá bem antes da fundação do mundo que seríamos amigos mais chegados que irmãos. E sabemos também que não importa quanto tempo vai demorar para que dias como ontem se repitam, mas a gente se preocupa não. A gente espera, apesar da vontade de um nunca mais se soltar do outro. Agora cada um retoma sua vida, rotina, cidade e eu volto pra capital com a convicção de que minha casa são meus amigos, aqui ou em qualquer lugar do mundo.
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