Vem de mansinho sempre, ser segredo que é, e vai flutuando sem deixar rastros. Nunca faz barulho. E também não deixa marcas visíveis. Ninguém vê, ninguém nota e ninguém percebe. Tantos dos meus espaços, abertos, gelados, vazios. Tantos vãos a serem preenchidos e vem você, vem trazer a sequência de atos a desatar meus nós, complicados, de ser casca que sou. Atos em raios de sol pra derreter as geleiras intactas. Eu fico aqui, esperando pra me descongelar no seu abraço, degelar no seu sorriso e escorrer em você.
Vem depressa e transborda em mar o que eu fiz sólido.
Chega logo e enche o que é lacuna em mim.
5 comentários:
Indh,
Gostei demais disso aqui.
"Chega logo e enche o que é lacuna em mim."
Menina-do-céu! rs. =)
Como é bom encontrar alguém capaz de preencher essas lacunas num é? Dá uma felicidade de nuvem na gente. Leveza sem igual.
Obrigada pelas palavras sempre, viu! Gosto tanto assim das suas visitas! =)
Beeeijo, procê!
'Eu fico aqui, esperando pra me descongelar no seu abraço, degelar no seu sorriso e escorrer em você.'
aiai, mara ok ?
e quando agente nao quer mais sorrir nen seguir em frente? como que faz?
Indh, fala que seus textos são encantadores é pleonasmo! Adorei esse viu! ju!
Indo pra poesia...
Largando a redação...
melhorando...
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