segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Para Ana Paula Medeiros

Flor, te arruma que eu tô passando aí para te livrar de si mesma. Veste teu vestido leve, calça sapatos baixos e deixa os cabelos soltos, pro vento moldar os fios como lhe convier. Flor, não tenha medo de deixar o casaco no armário; lá não tem frio. Tem primavera. Tem sol gostoso que não fere a sua pele branca, mas que não deixa de te aquecer. Pega a maior bolsa e coloca dentro dela os discos que nos fazem morrer de rir da vida, as revistas que nos fazem querer ter todo dinheiro do mundo, os chocolates e nossos litros de água. Que, pra onde vamos, pouca coisas serão necessárias. Onde vamos, você vai encontrar o amor, eu sei.
Ser feliz, chorar bem menos.
Te apronta, flor, que eu não sei pra onde te levo, mas juro que é pra longe das suas dores.

3 comentários:

Paulinha disse...

Flor, só de saber que estarás ao meu lado, não me importa pra onde vais me levar, e sei que nada além da sua companhia será necessario para que eu fique feliz.
Sei que há muito trabalho a fazer, sei que continuo perdida, confusa e com medo, apesar de agora poder ver que as nuvens começam a se abrir para que eu veja o sol. Sol este que por tantas vezes neguei mas que agora vejo que é mais que necessário para mim, por sua luz, por seu calor, e para me fazer esquecer os dias de chuva.
Te amo, e te espero para irmos juntas.
Beijos, obrigada por tudo.
=)

d.aguiar disse...

eu sei que meu nome ñ é Ana Paula Medeiros, nem temos discos definidos ou coleção de revistas chiques. Mas... me leva tbm? rs

oh bem, que coisa linda isso aqui! amizades assim, superam a eternidade. e aqui, conta pra sua amiga que moças bonitas ñ choram, sim?

P.S.: nesse caso, Camelo perde a razão e a eternidade deixa de ser má.

Carol Duca. disse...

Que lindo! :)