<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7497925975461860597</id><updated>2009-11-14T18:57:05.189-02:00</updated><title type='text'>Até a última letra</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Indh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00468944588364264129</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>69</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7497925975461860597.post-7680547435590354199</id><published>2009-11-13T22:29:00.005-02:00</published><updated>2009-11-13T22:48:44.237-02:00</updated><title type='text'>Cidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todas as tribos indígenas e a independência. Mas o melhor lugar está  perto lá de onde tem a frase "minha vida é esta: subir Bahia e descer Floresta". Eu sei, cansa. Só que nunca reclamei. Jamais me viu queixar de dor nos pés por caminhar nesses estados todos em uma tarde só. Muito menos se, durante a caminhada, houver uma parada para sorvetes em algum presidente ou oficial militar. Não me importo, amanhã é sábado, não tem aula nem trabalho. Não ligo pra dor física, se meu coração estiver feliz. Sim, é brega e clichê. Mas lembro de escutar uma vez que o amor é lindo, maravilhoso e brega, baranguíssimo. Poderiam colocar na frase que o amor gosta de andar, também. Que, se ele for a pé, não tiver carteira de habilitação e só um cartão BH Bus - ou nem isso - ele é satisfeito por caminhar junto, em cada uma das ruas e praças da capital.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Te entendo. Entendo sim. Mas me canso também e não acho ruim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fica esperto, que cansaço não é privilégio seu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7497925975461860597-7680547435590354199?l=ateaultimaletra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/feeds/7680547435590354199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7497925975461860597&amp;postID=7680547435590354199' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/7680547435590354199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/7680547435590354199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/2009/11/cidade.html' title='Cidade'/><author><name>Indh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00468944588364264129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11429160887520667677'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7497925975461860597.post-4210251018495489634</id><published>2009-11-09T21:06:00.003-02:00</published><updated>2009-11-09T21:16:56.068-02:00</updated><title type='text'>Para Ana Paula Medeiros</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Flor, te arruma que eu tô passando aí para te livrar de si mesma. Veste teu vestido leve, calça sapatos baixos e deixa os cabelos soltos, pro vento moldar os fios como lhe convier. Flor, não tenha medo de deixar o casaco no armário; lá não tem frio. Tem primavera. Tem sol gostoso que não fere a sua pele branca, mas que não deixa de te aquecer. Pega a maior bolsa e coloca dentro dela os discos que nos fazem morrer de rir da vida, as revistas que nos fazem querer ter todo dinheiro do mundo, os chocolates e nossos litros de água. Que, pra onde vamos, pouca coisas serão necessárias. Onde vamos, você vai encontrar o amor, eu sei.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ser feliz, chorar bem menos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Te apronta, flor, que eu não sei pra onde te levo, mas juro que é pra longe das suas dores.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7497925975461860597-4210251018495489634?l=ateaultimaletra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/feeds/4210251018495489634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7497925975461860597&amp;postID=4210251018495489634' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/4210251018495489634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/4210251018495489634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/2009/11/para-ana-paula-medeiros.html' title='Para Ana Paula Medeiros'/><author><name>Indh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00468944588364264129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11429160887520667677'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7497925975461860597.post-854518977510632666</id><published>2009-11-01T23:18:00.008-02:00</published><updated>2009-11-02T11:43:08.506-02:00</updated><title type='text'>Slow Motion</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Na velocidade do interior, na calma da casa dos meus pais, lambida fiel do meu cachorro. E, em câmera lenta, começar tudo outra vez porque eu não sei tantas coisas. Da sua comida preferida ou que tipo de música você gosta de ouvir. Seu maior sonho, medo, nojo. Não sei o que você mais gosta em mim ou do carinho que prefere. E você não faz idéia de que, atrás da minha cara de nerd, há uma menina que ama samba, que adoraria ter aprendido tocar pandeiro, se tivesse tino pra coisa, e que ainda quer viajar o mundo com uma mochila nas costas, assim, sem destino. Achei que todas essas conversas banais, porém necessárias, viriam com o tempo, mas não vieram. Nós deixamos a cidade grande impor seu ritmo sobre nosso amor, e agora eu tenho medo de que ele cresça na mesma velocidade e morra rápido também.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Você sabe do meu passado, dos meus maiores amores e decepções. Eu sei da menina insuportavelmente bonita com quem você se relacionou e de outras aventuras por aí.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Só que o passado não me interessa mais. Quero respirar ao som da música que você quiser me mostrar e te conhecer outra vez. E de novo, de novo, de novo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para eu nunca achar que digo &lt;em&gt;eu te amo&lt;/em&gt; pra um estranho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pra eu não ter dúvidas a respeito de quem você é e de onde deixei meu coração.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cuida bem dele, e sempre me pergunte de como eu gosto do café.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mudo com mais frequência do que gostaria.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7497925975461860597-854518977510632666?l=ateaultimaletra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/feeds/854518977510632666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7497925975461860597&amp;postID=854518977510632666' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/854518977510632666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/854518977510632666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/2009/11/slow-motion.html' title='Slow Motion'/><author><name>Indh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00468944588364264129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11429160887520667677'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7497925975461860597.post-6259656158427445697</id><published>2009-10-28T13:49:00.003-02:00</published><updated>2009-10-28T13:55:40.079-02:00</updated><title type='text'>vazio</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;falta-me o tempero e o gosto. o tranco e a paixão insana&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; a dor profunda ou felicidade plena &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;a inspiração&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7497925975461860597-6259656158427445697?l=ateaultimaletra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/feeds/6259656158427445697/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7497925975461860597&amp;postID=6259656158427445697' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/6259656158427445697'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/6259656158427445697'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/2009/10/vazio.html' title='vazio'/><author><name>Indh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00468944588364264129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11429160887520667677'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7497925975461860597.post-2506831173436152846</id><published>2009-10-07T14:04:00.003-03:00</published><updated>2009-10-07T14:13:12.331-03:00</updated><title type='text'>Vidinha</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Apartamento no décimo andar do centro da cidade. Janelas antigas, cortina colorida, setembro, manhã de sábado, raios de sol entrando preguiçosos pela fresta da janela e se misturando ao aroma do café forte que eu esqueci de me levantar para fazer. É aí que me enrolo nos lençóis brancos, abro os olhos com dificuldade, sinto o estômago roncar com uma ferocidade que me fez lembrar que na noite de ontem cheguei tão cansada que não dei conta de comer mais que meia banana. Sinto unhas afiadas no meu calcanhar, um miado manhoso e aí vem correndo o poodle encardido e derruba o felino no chão e os dois começam a brincar no tapete que chegou da lavanderia semana passada. Entre a fome, o sono, os animais e os raios de sol, chega uma bandeja com frutas, pães, bolo de laranja, o café e açúcar para encherem o meu buraco estomacal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Bom dia, meu bem"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"hummm, bom dia... cadê o adoçante?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Hoje é sábado"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Isso significa que posso engordar?"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Isso significa que o dia pode ser mais doce que o resto da semana"&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então você traz um jornal que eu não quero ler porque "hoje é sabado", e separa a programação do cinema. Abro um largo sorriso porque pula na cama, indignado, um ser pequeno, fofo, bochechas rosadas, cabelo bagunçado e reclama porque&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"o Ted comeu a perna da minha boneca". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Faço-lhe cócegas e uma trança em cada lado da cabeça enquanto ela pega um pedaço de bolo. Você resgata a perna da boca do cãozinho e diz que a boneca era velha mesmo, não tem problema. E, sem hesitar, retruca a menininha com os olhos do pai: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Mas papai, quando a mamãe ficar velha você vai deixar de gostar dela"? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nessa hora, você me lança o olhar que dispensa palavras.  Algo que eu entendi como sendo "amor apesar do tempo". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;E, enquanto você repousa na mesa a xícara escura com o café forte e mastiga o pão com a calma de quem não tem mais nada a fazer, eu imagino essa cena, desejando de todo o coração que as coisas dêem certo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7497925975461860597-2506831173436152846?l=ateaultimaletra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/feeds/2506831173436152846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7497925975461860597&amp;postID=2506831173436152846' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/2506831173436152846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/2506831173436152846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/2009/10/vidinha.html' title='Vidinha'/><author><name>Indh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00468944588364264129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11429160887520667677'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7497925975461860597.post-8612645779693274984</id><published>2009-09-30T20:49:00.002-03:00</published><updated>2009-09-30T20:52:33.865-03:00</updated><title type='text'>Memórias</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;No papelzinho do chocolate eu escrevi a data. Vinte e cinco de setembro. Vez em nunca eu espio, de leve, a caixa de passados distantes e recentes. Listas de livros que já li, fotos, cartas, meus nomes preferidos, textos da minha vida inteira.&lt;br /&gt;O primeiro é de 2001, algo sobre a primavera. Ao reler, tive vergonha de mim, sabe como? Você se acha tão melhor no presente que se enxerga pequeno, incapaz, ingênuo e bobo quando se olha no passado. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Mas, naquela época, eu fiquei foi muito orgulhosa de mim e da minha capacidade. Como se o meu texto fosse o melhor de todos os textos. Como se nada no mundo tivesse sido escrito até então.&lt;br /&gt;E não tinha. Porque eu não conhecia.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Depois dessa 'Primavera, como és bela', a menina de doze anos resolveu ser escritora, pff! Ela passaria quantas tardes fossem necessárias na biblioteca pública, conheceria tantos mundos quantos precisasse, se apaixonaria por homens e mulheres de diversos tempos e no seu tempo, que não sabia qual era, escreveria também. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Escreveria sonhando que as pessoas se apaixonassem por ela, chorassem com ela, rissem com ela, amassem com ela. Escreveria para que seus leitores, não importa se muitos ou poucos, sentissem por ela o mesmo que ela sentia pelos escritores preferidos. Escreveria com a pretensão de fazer nascer o amor pela leitura em alguém que odiasse os livros.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Acontece que eu cresci e deixei de lado muitas pretensões e alguns sonhos. Entre eles, o de ser escritora. Só não me dei conta que, não importa quanto tempo passe, fica alguma coisa da infância na nossa vida. Por isso, guardo pedacinhos de frases que podem virar um parágrafo. Reescrevo parágrafos pensando em transformá-los numa história. E reconto as histórias pro meu coração, antes de dormir.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Nada vai virar livro, saiba-se. Mas guardo assim mesmo. No futuro, quando eu estiver rodeada de netos, conto pra eles a minha história, minhas frases, minhas fotos. Conto pra eles que o papel do chocolate era de um dia especial que rendeu outros textos. Aí eu saberei quem fui e afirmar quem sou. E direi a eles que guardem suas lembranças também. Afinal, o que somos nós, senão a memória de quem somos?&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#666666;"&gt;&lt;em&gt;Pra ser justa: o tal da Primavera foi feito com minha amiga Dayana. A gente leu pra sala, a tia gostou e ele foi parar no muralzinho da escola.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7497925975461860597-8612645779693274984?l=ateaultimaletra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/feeds/8612645779693274984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7497925975461860597&amp;postID=8612645779693274984' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/8612645779693274984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/8612645779693274984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/2009/09/memorias_30.html' title='Memórias'/><author><name>Indh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00468944588364264129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11429160887520667677'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7497925975461860597.post-5570706468576432249</id><published>2009-09-27T22:00:00.002-03:00</published><updated>2009-09-27T22:06:07.031-03:00</updated><title type='text'>Café da tarde</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;- Eu te amo e...&lt;br /&gt;- Eu sei, eu também te amo.&lt;br /&gt;- Indh, você transforma minha vírgula em ponto final! E sempre encerra a frase como se eu não tivesse mais nada pra falar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi aí que caí nas reticências e tentei imaginar o que você teria a dizer se eu não tivesse te atropelado com a minha tagarelice. Não que eu não quisesse ouvir, mas é que o mais importante sai tão fácil e doce da sua boca, que me esqueço de preocupar com o resto. Desculpa. Como eu iria saber que a sua pausa era, na verdade, só uma respiração para falar mais coisas bonitas que eu gosto de ouvir? Sim, gosto de te ouvir. Mas gosto de falar também e não me dou conta de que interrompo sua fala quando ainda há tanto a ser dito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Fica assim, amor, eu me calo e você pode colocar nas frases quantas vírgulas quiser.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7497925975461860597-5570706468576432249?l=ateaultimaletra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/feeds/5570706468576432249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7497925975461860597&amp;postID=5570706468576432249' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/5570706468576432249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/5570706468576432249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/2009/09/cafe-da-tarde.html' title='Café da tarde'/><author><name>Indh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00468944588364264129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11429160887520667677'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7497925975461860597.post-4780167085412327076</id><published>2009-09-24T09:12:00.005-03:00</published><updated>2009-09-24T13:02:33.082-03:00</updated><title type='text'>Conta-se,</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;há milhares de anos, da existência de três reinos. Os três tinham &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;reis&lt;/span&gt;, nobres, sábios e trabalhadores. O rei nomeava nobres para tomarem conta da vasta extensão das terras. Os nobres convocavam sábios para ensinarem aos trabalhadores técnicas aprimoradas de cultivo da terra e criação de animais. Os sábios faziam como podiam, e os trabalhadores se esforçavam para servir ao rei da melhor forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro reino era o maior e mais populoso. Porém, não o mais rico. O Rei não tinha conhecimento de todo seu território, por isso dispunha de enorme quadro de nobres para fazer o reino funcionar com cada vez mais sábios e um número três vezes maior de trabalhadores. Os sábios não conheciam seus alunos, e os alunos nem se lembravam do nome dos mestres. Ninguém se esforçava para se relacionar porque a grande quantidade de pessoas circulando o tempo todo desanimava o convívio social. Alguém que o trabalhador conheceu hoje pode estar em outra província amanhã e assim sucessivamente. O Rei desse reino fornecia aos trabalhadores uma refeição ao dia que consistia em batatas e peixes cozidos. Segundo Sua Majestade, era o que bastava para que todo mundo ficasse forte, gordo e bonito, disposto para trabalhar e fazer do reino um lugar melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo reino era menor que o primeiro, entretanto, mais rico. Menor número de nobres e sábios, menor número de trabalhadores e duas refeições ao dia: um peixe, uma batata e uma maçã. Mais nutrientes para engordar os serviçais que precisavam ter boa saúde. Ocorria, porém, que tanto nesse como no reino anterior, as condições de trabalho era péssimas, a labuta cansativa e os trabalhadores desmotivados. Mais comida talvez resolvesse o problema. Todavia, ninguém de nenhum desses reinos ousava reivindicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No terceiro reino, o menor de todos e mais rico dos três, a relação entre sábios e trabalhadores era boa. O que era aprendido era também aplicado, e os alunos sempre voltavam aos mestres apresentando novas técnicas de plantio, desenvolvidas por eles mesmos! Os sábios se orgulhavam de seus discípulos e sempre diziam aos nobres que os trabalhadores mereciam condições melhores para exercer a função que empenhavam com tanto gosto. A refeição: uma batata, um peixe, uma fruta e um pão.&lt;br /&gt;Um belo dia, eis que, por tempo de uso, uma enxada se soltou do cabo bem na hora em que o trabalhador começava a mexer na terra. Ao mesmo tempo, outro trabalhador recebeu um pão mofado na alimentação diária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois foram informar isso aos nobres, esquecendo-se da hierarquia e de falar primeiramente com os sábios. Os nobres passaram a informação ao Rei, dizendo que havia um motim entre todos os trabalhadores do reino. O Rei se enfureceu e temeu perder a autoridade. Mas autoridade de rei, você sabe como é: &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;indiscutível&lt;/span&gt;. Afinal, ele representa Deus na Terra, e ninguém deve ter a ousadia de questionar suas atitudes ou apontar-lhe defeitos porque, tal qual o Criador, o Rei é perfeito e nunca erra. Para restaurar a paz no reino, Sua Majestade enforcou os dois trabalhadores como medida exemplar para o restante dos &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;súditos&lt;/span&gt;. Quando houve o mínimo de protesto por parte dos amigos dos executados, os nobres se apressaram em dizer aos sábios que informassem à ralé o seguinte: ninguém deve reclamar, porque nos outros reinos não há enxada; a terra é trabalhada com as mãos, nem pão; no máximo uma maçã. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Cientes disso, todos os trabalhadores tiveram pena dos servos dos reinos vizinhos. E, você deve saber também que, quando se tem pena de outros, desvia-se o foco dos próprios problemas. Ninguém nunca mais reclamou. Consertavam sozinhos as ferramentas e comiam o alimento que vinha estragado, pensando que nem isso os vizinhos tinham em sua rotina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois trabalhadores mortos, ao chegarem ao céu, encontraram na entrada da Mansão Celestial uma figura conhecida: O Rei Pai. Que os condenou a algumas encarnações. Uma em 1792, outra em 1964 e a última em 2009. Para que, enfim, eles aprendessem que não se critica as autoridades e não se reclama quando o que está em nossas mãos, ainda que em estado deplorável, é melhor do que o que está nas mãos do outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Esse texto é dedicado a quem entendeu e se viu na história.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7497925975461860597-4780167085412327076?l=ateaultimaletra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/feeds/4780167085412327076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7497925975461860597&amp;postID=4780167085412327076' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/4780167085412327076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/4780167085412327076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/2009/09/conta-se.html' title='Conta-se,'/><author><name>Indh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00468944588364264129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11429160887520667677'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7497925975461860597.post-7835632311126634169</id><published>2009-09-18T14:34:00.004-03:00</published><updated>2009-09-18T15:00:01.282-03:00</updated><title type='text'>Rio Branco</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;-Vamos bater palmas pra Jesus, irmãos! - &lt;/em&gt;berrou o homem cercado de abotoados até o pescoço, calças e sapatos sociais, debaixo de generosos 35ºC.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;À direita, um outro homem com pouca roupa procurou um lugar na sombra. Ao lado, a mulher com a barriga proeminente segurava o ventre, como que tentando acalmar o bebê dentro dele. Acomodou-se como pôde no concreto, limpando os pingos da testa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;À esquerda, um menino maltrapilho conversava com outros sujos. À frente, a situação dos velhos não era melhor. E, por onde quer que eu olhasse, se estivesse disposta a notar a realidade que grita na cara todos os dias, eu veria gente com sede, com fome, com restos de marmita, restos de roupa e restos de dignidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A rodinha lá, quase alheia ao calor infernal. Gritando como se Deus estivesse mesmo no céu distante, e não fosse capaz de escutar cada pensamento dessa cidade. Como se a voz exaltada afirmasse a fé. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aplaudiam um Jesus que, se estivesse naquela praça, ignoraria as palmas e faria brotar do cimento uma fonte de água limpa e gelada. Pra refrescar os rejeitados da sede e do abandono. Fechar os poros de suor e amenizar o calor que não combina em nada com a frieza e indiferença do círculo que se denomina escolhido de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7497925975461860597-7835632311126634169?l=ateaultimaletra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/feeds/7835632311126634169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7497925975461860597&amp;postID=7835632311126634169' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/7835632311126634169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/7835632311126634169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/2009/09/rio-branco.html' title='Rio Branco'/><author><name>Indh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00468944588364264129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11429160887520667677'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7497925975461860597.post-96145445177009234</id><published>2009-09-16T19:50:00.004-03:00</published><updated>2009-09-16T20:10:12.067-03:00</updated><title type='text'>Providencial</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"Mas não posso voltar atrás, essa perda de tempo, essa admissão de ter errado o caminho é insuportável para mim. Como? Nesta breve vida veloz, acompanhado por um estrondo impaciente, descer uma escada? Impossível. O tempo que lhe foi outorgado é tão curto, que, caso perca um segundo, já perdeu toda sua vida, pois ela não é mais longa, é sempre apenas tão longa como o tempo que perdeu. Portanto, se começou um caminho, continue nele; quaisquer que sejam as circunstâncias, só pode ganhar com isso, não corre perigo algum, talvez venha abaixo no final, mas, se logo depois dos primeiros passos houvesse voltado e descido a escada, teria desabado já no começo - não talvez, mas com toda certeza. Por isso, se não encontrar nada aqui nestes corredores, abra as portas; se não encontrar nada atrás delas, há outros andares, e, se não achar nada lá em cima, não é grave: faça um esforço para subir novas escadas. Enquanto não parar de subir, não param de aumentar sob seus pés os degraus que sobem sempre".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Trecho do livro Narrativas do Espólio - Franz Kafka &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7497925975461860597-96145445177009234?l=ateaultimaletra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/feeds/96145445177009234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7497925975461860597&amp;postID=96145445177009234' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/96145445177009234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/96145445177009234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/2009/09/providencial.html' title='Providencial'/><author><name>Indh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00468944588364264129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11429160887520667677'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7497925975461860597.post-567713157602353520</id><published>2009-09-10T13:30:00.007-03:00</published><updated>2009-09-10T17:59:24.406-03:00</updated><title type='text'>Observações</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Carrega a mochila num ombro só e anda por aí com um meio sorriso, como quem ri de uma piada interna. Tira os óculos ao conversar, como se eles atrapalhassem, mas torna a colocá-los quando vai ler - não quer deixar escapar uma vírgula sequer.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tem uma das mãos no queixo enquanto desenha e faz mil graças em dias de bom humor. A atmosfera fica densa nos dias de raiva e o lugar estranho quando parece triste. Conta casos e deixa a voz diminuir ao longo da frase. Se alguém não esteve atento, azar. Perdeu o final. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fala palavrão. Dia desses mandou o mundo pra puta que pariu e falou que não aguenta mais, que tá de saco cheio de ser bonzinho e que não vai facilitar as coisas porque não quer ser pai de ninguém. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meia hora mais tarde estava lá, com o sorriso torto e as piadas secretas e, por sorte, foi aí que eu cheguei. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;- Cadê seu casaco? Não pode ficar aqui sem agasalho, o ar condicionado é muito frio e vai te fazer mal.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É. Não consegue evitar uma atitude paternal, por menor que seja. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7497925975461860597-567713157602353520?l=ateaultimaletra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/feeds/567713157602353520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7497925975461860597&amp;postID=567713157602353520' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/567713157602353520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/567713157602353520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/2009/09/observacoes.html' title='Observações'/><author><name>Indh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00468944588364264129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11429160887520667677'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7497925975461860597.post-7281897600904988241</id><published>2009-09-08T15:08:00.006-03:00</published><updated>2009-09-08T16:49:20.914-03:00</updated><title type='text'>"raio, estrela e luar"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Foi tão bom escolher com calma os sapatos e esquecer a vida tediosa que cisma em não mudar com a estação. Pegar o ônibus desconfortável, ligar Marisa no talo, abrir a janela, respirar o ar gelado e a chuva que visita a cidade diariamente, pensando que em poucos minutos eu nem lembraria mais do som da água caindo, porque seriam só nossas vozes, risos e pensamentos iguais falando tão alto que nada mais seria notado.&lt;br /&gt;Sinto tanto a sua falta, mas esqueço dela enquanto você me conta dos juízos de perdeu, das paixões que encontrou e do seriado que tem as melhores roupas que poderíamos desejar.&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Imagino que o mesmo acontece com você quando escuta, perplexa, as rajadas de razão e praticidade que alguns sofrimentos me trouxeram. Juro que queria ter a sua meiguice e cara de boneca de porcelana européia, mas enfim, Deus me deu essa mesmo, com ar debochado sobrancelha arqueada e acho até que combinamos de alguma forma. Sabe que eu nem sei quando tudo começou? Mas me basta saber que, se depender de mim, não tem data pra terminar.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379164354989108386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 142px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ZHKtY6uablQ/SqahexeRrKI/AAAAAAAAAGs/TtaAIPFx83c/s400/duas.JPG" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"você é luz"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7497925975461860597-7281897600904988241?l=ateaultimaletra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/feeds/7281897600904988241/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7497925975461860597&amp;postID=7281897600904988241' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/7281897600904988241'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/7281897600904988241'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/2009/09/raio-estrela-e-luar.html' title='&quot;raio, estrela e luar&quot;'/><author><name>Indh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00468944588364264129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11429160887520667677'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ZHKtY6uablQ/SqahexeRrKI/AAAAAAAAAGs/TtaAIPFx83c/s72-c/duas.JPG' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7497925975461860597.post-7186267837334300590</id><published>2009-08-31T21:12:00.000-03:00</published><updated>2009-09-01T13:19:16.909-03:00</updated><title type='text'>"É mágoa, eu já vou dizendo de antemão"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ficou na garganta um ranço de conversa atravessada que um dia me tentou convencer de que o relacionamento não seria o mesmo por causa das desavenças, orgulho e incompreensão. E, mal digeridas, partes da prosa ficaram no meu organismo tentando me fazer entender que nada será como antes e que não adianta eu forçar um contato ou dizer que apesar de tudo o sentimento ainda existe. É que eu senti falta de qualquer noite em claro rindo das besteiras e dos micos que a gente paga. Falta dos conselhos que eu não pedi, do carinho que eu nem esperava e do olhar de ‘sim, eu te amo’. Nem sei dos seus motivos, mas sim da sua vontade em ser livre e melhor. Da sua ânsia em deixar para trás qualquer cisco que impedisse o seu progresso e eu sempre me senti assim, migalha. Pedacinho de pão que cai da boca da gente quando não mordemos direito. Farelinho de qualquer coisa que fica na roupa e que a gente tira rapidamente com dedos nervosos. E só via que eu era de fato uma partícula bem insignificante quando já estava no chão, junto com os outros que você tratava de derrubar. Há vida no chão, sabe? Tratei de me juntar aos outros farelos, cacos e trapos dos quais você se desfez e estou bem agora. Eu sei, você precisou me deixar. Me amar demais te fez vulnerável e tanta fragilidade manchava o seu ar de inatingível. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Você quis me abandonar, eu precisei tocar minha vida. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7497925975461860597-7186267837334300590?l=ateaultimaletra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/feeds/7186267837334300590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7497925975461860597&amp;postID=7186267837334300590' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/7186267837334300590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/7186267837334300590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/2009/08/e-magoa-eu-ja-vou-dizendo-de-antemao.html' title='&quot;É mágoa, eu já vou dizendo de antemão&quot;'/><author><name>Indh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00468944588364264129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11429160887520667677'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7497925975461860597.post-40355856707434676</id><published>2009-08-20T23:57:00.001-03:00</published><updated>2009-08-21T00:17:17.392-03:00</updated><title type='text'>Preta com bolinhas brancas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje acordei com preguiça de mim. Tédio de ser eu e vontade de ser outra pessoa. com os problemas de outra pessoa, com as qualidades, defeitos e dieta de outra pessoa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Até achei que fosse TPM mas não posso culpar meus pobres hormônios pelas minhas maluquices. Taí. Queria os hormônios de outra pessoa também.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acordei com um pessimismo tamanho que me deixou incapaz de acreditar em qualquer coisa boa. Eu nem reclamei de muitas coisas, só de algumas. Algumas essenciais. Hoje achei um saco escrever e precisar de uma vida independente. Um porre ter um papel perante a sociedade e ter que melhorar sei-lá-o-quê para as gerações futuras. Hoje pouco me importou se a sacola plástica demora 300 anos para decompor ou quantas árvores foram derrubadas na Amazônia. Hoje o pensamento de ordem foi o  "dane-se, eu vou morrer mesmo". Hoje, se eu tivesse passado pela praça sete, teria virado hippie. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando cheguei em casa com humor de dragão, vontade de tomar banho, olhar meus scraps e dormir pra sempre - nessa ordem - ouvi de quem não teve nada a ver com meu dia terrível &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"você está tão bonita com essa faixa no cabelo...Está parecendo mesmo uma jornalista..."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;e emendou sem que eu despejasse os meus argumentos de eu-não-quero-mais-ser-jornalista,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;"eu acho que você está na profissão certa. Vai se dar muito bem na carreira. É a sua cara..."&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Respirei fundo, reconsiderei a possibilidade de tudo não passar de TPM brava e por fim, me dei conta de que até quem sonha em melhorar o mundo, um dia enjoa dele.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7497925975461860597-40355856707434676?l=ateaultimaletra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/feeds/40355856707434676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7497925975461860597&amp;postID=40355856707434676' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/40355856707434676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/40355856707434676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/2009/08/preta-com-bolinhas-brancas.html' title='Preta com bolinhas brancas'/><author><name>Indh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00468944588364264129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11429160887520667677'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7497925975461860597.post-1490695663733074528</id><published>2009-08-11T23:02:00.000-03:00</published><updated>2009-08-11T23:13:04.882-03:00</updated><title type='text'>Chatolino</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu achava que ia me aparecer um sujeito de botas de motoqueiro, cabelo desgrenhado, com perfume de madeira. Aí me vem você, todo sorrisos e tons baixos, gola pólo, jeans uniforme e diz "menina, tira a mão da boca que ela tá cheia de germes”(risos!) sim, muitos risos porque a sua caretice me mata de rir. “Ô guria, dá dois laços no cadarço porque você ainda vai tropeçar, do jeito que é desastrada”. E sabe, essa chaturinha vinda de você tem até um charme.&lt;br /&gt;Critica as novelas que eu assisto, quer colocar mais pó no meu café, insiste que açúcar é mais saudável que adoçante, que azeite com 0,3% de acidez faz bem pra saúde e que eu devia ser repórter de TV, só que eu gosto de você mesmo assim. Não decora o número do meu telefone, mas lembra do aniversário de namoro. Não implica com meus tênis sujos, mas ainda quer me ver num salto. Persiste em dizer que dormir de barriga pra baixo faz mal pra coluna e que sete horas de sono são mais que suficientes para qualquer pessoa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dá vontade de bagunçar sua vida toda, deixar as meias enroladas na gaveta e amarrotar suas camisas, pra você deixar de ser tão certinho. E às vezes eu tenho uma súbita vontade de usar batom vermelho pra marcar suas bochechas e manchar sua gola bonitinha. Sua mochila não vai morrer de TOC se você deixar cada zíper prum lado, tá?&lt;br /&gt;Eu adoro que você seja assim porque dá pra eu rir demais e implicar com você da cabeça aos pés. E eu amo que você tenha esse jeito bom moço. Que aí, quando eu resolver escutar seus conselhos, os cantos das minhas unhas não vão mais aparecer comidos de nervosismo. Mas até lá, você pode me mandar tirar a mão da boca quando quiser.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7497925975461860597-1490695663733074528?l=ateaultimaletra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/feeds/1490695663733074528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7497925975461860597&amp;postID=1490695663733074528' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/1490695663733074528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/1490695663733074528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/2009/08/chatolino.html' title='Chatolino'/><author><name>Indh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00468944588364264129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11429160887520667677'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7497925975461860597.post-8274305377388939960</id><published>2009-08-03T22:16:00.000-03:00</published><updated>2009-08-03T22:30:36.366-03:00</updated><title type='text'>Marcela</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Entrou na minha casa com alargadores de 9 milímetros, cabeça lotada de dreads, sotaque chiado e uma roupa esquisita. Sorriu o sorriso mais simpático, me abraçou, e foi inevitável eu me apaixonar. Disse seu nome, que eu achei bonito, comeu Passatempo recheado e falou que é mineira, mas que largou tudo por aqui pra morar numa barraca lá no Rio de Janeiro, com mais alguns malucos que se revezam pra cozinhar todos os dias.&lt;br /&gt;Disse algumas coisas a respeito de Deus e do cuidado que Ele tem com ela e com seus amigos. Reparei que ela tem atitudes que escancaram uma vida muito mais pura, sensata e coerente do que a de muitas pessoas com a saia lá no pé, cabelo sem cortar e bíblia debaixo do braço.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E eu parei pra pensar mais e outra vez em um Deus no qual eu sempre acreditei; alguém que não interfere na nossa liberdade e não violenta a nossa vontade. Alguém que não está preocupado com as tatuagens que as pessoas fazem, com as unhas que elas pintam, com o tipo de som que elas curtem ou com o tamanho do brinco. Alguém que nos respeita.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vi aquela moça dançar, pular, gritar e dizer eu te amo pra uma pessoa invisível, imortal e improvável por meios científicos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por fim, Marcela fez renascer em mim aquela sensação de que a minha aparência é bem menos importante do que o meu coração. Fez aprofundar as raízes da fé que é leve, doce, bondosa e sem o menor preconceito.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7497925975461860597-8274305377388939960?l=ateaultimaletra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/feeds/8274305377388939960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7497925975461860597&amp;postID=8274305377388939960' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/8274305377388939960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/8274305377388939960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/2009/08/marcela.html' title='Marcela'/><author><name>Indh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00468944588364264129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11429160887520667677'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7497925975461860597.post-8070036676234709674</id><published>2009-07-10T00:49:00.000-03:00</published><updated>2009-07-10T01:13:39.377-03:00</updated><title type='text'>Vai entender...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;- Me diz uma coisa... se eu te deixar, você vai sofrer?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;(meu coração encolhe a cada vez que você aperta o botão do elevador, na hora de ir embora. Quando eu te vejo do meu quarto, lá na rua, dá vontade de sair correndo, te buscar e trazer você de novo, voltar as horar e parar o tempo bem no melhor beijo. Eu não choro quando a gente briga, mas quando coloco a cabeça no travesseiro. Eu não faço mil declarações de amor por dia. Eu não sou romântica, não fico sofrendo por amor, não acho que você é perfeito, não sou a pessoa mais otimista do mundo, mas te quero por perto. Não me deixa não, que eu tenho medo de ficar sozinha comigo, com meus temores, paranóias e tal. Não me esquece não, que eu te preciso pensando em mim. Brigue de vez em quando, principalmente quando eu estiver errada, pra lembrar que não sou dona de nenhuma verdade. Tenha paciência comigo e com o meu orgulho que às vezes é maior do que minha bondade. E não me obrigue a responder à uma pergunta que tem uma resposta que me revela tão vulnerável).&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não sei... quer tentar pra ver?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7497925975461860597-8070036676234709674?l=ateaultimaletra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/feeds/8070036676234709674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7497925975461860597&amp;postID=8070036676234709674' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/8070036676234709674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/8070036676234709674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/2009/07/vai-entender.html' title='Vai entender...'/><author><name>Indh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00468944588364264129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11429160887520667677'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7497925975461860597.post-5037322182674759072</id><published>2009-06-30T13:37:00.000-03:00</published><updated>2009-06-30T13:45:18.436-03:00</updated><title type='text'>Combinante</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Tudo combinava. Sua camisa cinza com o meu moletom azul surrado, a cortina improvisada, a toalha pendurada na porta do armário, meus tênis sujos jogados no meio do quarto e o meu corpo nos seus braços. E nós dois combinávamos com o colchão que combinava com as fronhas dos meus travesseiros que, se tivessem vida, teriam muita história para contar. E enquanto eu pensava em como o cenário tinha a ver conosco e com nosso jeito simples de ser, senti uma coisa fria no pescoço que ia escorrendo até a nuca e parava em algum fio de cabelo. No meio de algum pensamento entre a necessidade de comprar uma cortina nova e a responsabilidade de ter que varrer o chão, eu resolvi te olhar e entendi o que escorria em mim. Uma lágrima tímida que não queria sair mas não conseguiu se conter. Não gosto de te ver chorar, mas te achei ainda mais lindo chorando.&lt;br /&gt;Não perguntei nada porque sabia os motivos do choro, não consolei, não briguei e não te confortei porque amor, entenda, coisas ruins acontecem do momento em que a gente nasce até o último suspiro.&lt;br /&gt;Não sei se sou eu, com a minha mania de não dar a devida atenção aos problemas ou você que insiste em estimá-los demais, ou as duas coisas juntas. A gente precisa arrumar um jeito de alcançar o equilíbrio porque, eu não sei se já se deu conta que excesso de razão leva ao cinismo, mas sentimentalismo demais deixa a pessoa incompetente. E não quero nenhum desses defeitos pra nós. Eu quero equilíbrio, mesmo de um jeito torto, mesmo que seja um equilíbrio parecido com as coisas bagunçadas que deixo no meu armário, mas que quando são vistas por mim, parecem inexplicavelmente harmoniosas. É isso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O nosso equilíbrio pode ser uma bagunça pros outros. Não importa. Desde que seja de fácil entendimento pra nós. Desde que seja leve. Desde que seja correto e bonito.&lt;br /&gt;E sabe o que é mais bonito do que te ver abrir o sorriso perfeito depois do choro? É te ver da minha janela, indo embora, se misturando às luzes da noite na cidade grande. As luzes que se parecem ouro dentro de um baú, e você, minha moeda mais preciosa.&lt;br /&gt;Te enxugo as lágrimas e te olhos nos olhos para que perceba que não importa o que os outros digam, pensam ou tenham certeza sobre nós. Do nosso amor a gente dá conta.&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7497925975461860597-5037322182674759072?l=ateaultimaletra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/feeds/5037322182674759072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7497925975461860597&amp;postID=5037322182674759072' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/5037322182674759072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/5037322182674759072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/2009/06/combinante.html' title='Combinante'/><author><name>Indh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00468944588364264129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11429160887520667677'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7497925975461860597.post-1616393147443030195</id><published>2009-06-22T15:13:00.000-03:00</published><updated>2009-06-22T15:23:01.201-03:00</updated><title type='text'>Nos tempos da minha avó</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Se perdeu no tempo, não se sabe bem quando, a delicadeza. E com ela, o cuidado e a sutileza nas relações. O beijar de mãos virou um aperto sem emoção. O abrir da porta do carro acabou porque o homem se sentiu no direito de abandonar o cavalheirismo quando a mulher se sentiu no dever de lutar pelos direitos dela. O pedacinho de tornozelo, cobiçado décadas atrás, ficou esquecido por causa de pernas nuas por inteiro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Minha avó conta que, nos bailes do tempo dela, o rapaz interessado olhava algumas vezes, ela correspondia, ele olhava de novo, até que depois de muitas canções ele se aproximava e pedia uma dança.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sem saudosismo barato, até porque não vivi nessa época, devia ser muito bom sentir o frio na barriga enquanto, ao dançar, os rostos se encostavam.&lt;br /&gt;Mas é que hoje, tantas outras partes do corpo se encostam com tanta freqüência, que contatos, assim sutis, perdem a graça. E a forma de homens e mulheres se tratarem se tornou tão bruta e egoísta que, se não há sexo e conveniência, não vale a pena se comprometer.&lt;br /&gt;Mas é que hoje, quando olho para os casais que se formam instantaneamente e, se separam com a mesma rapidez, me pergunto o que falta. O que será que falta para as pessoas se olharem como seres humanos e não como fonte de prazer? Onde será que ficou a preocupação com os sentimentos e a vontade de ter alguém, e mais que isso, ser de alguém?&lt;br /&gt;Acho que as pessoas não se suportam mais. E, por não se suportarem, cometem atrocidades umas com as outras, como se apenas se afastar não fosse crueldade suficiente. Às vezes, de tão juntas, elas se repelem. A mania que era bonitinha se tornou insuportável; a piada que era o máximo ficou infame; o perfume que era inebriante, agora causa náuseas. E por aí vai. E porque um deixa de satisfazer o outro, a saída é acabar com o relacionamento e buscar outros frios na barriga cada vez mais escassos e passageiros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A mesma avó que lembra seus tempos dourados, olha para os dias de hoje e enxerga tudo cinza. Mesmo assim me diz sempre que pode, que “príncipes não existem, minha filha. Não existem, não. Nem na minha época e menos ainda na sua”. Eu sei, vó. Mas vou continuar procurando alguém que, de tão sutil, me faça estremecer com apenas um olhar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Escrito na aula de Produção Jornalística&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7497925975461860597-1616393147443030195?l=ateaultimaletra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/feeds/1616393147443030195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7497925975461860597&amp;postID=1616393147443030195' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/1616393147443030195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/1616393147443030195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/2009/06/nos-tempos-da-minha-avo.html' title='Nos tempos da minha avó'/><author><name>Indh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00468944588364264129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11429160887520667677'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7497925975461860597.post-204040275004553590</id><published>2009-06-10T17:52:00.000-03:00</published><updated>2009-06-10T17:59:27.361-03:00</updated><title type='text'>Crescer</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A gente perde quando cresce. Mas, mais que isso, a gente perde enquanto cresce. Perde o medo do escuro porque entende que na falta da luz não há monstros. Que o armário não ganha vida própria só porque é noite. Que o ursinho de pelúcia não vai acender e piscar os olhos vermelhos pra nos amedrontar. É só o escuro. Depois dele vem a claridade e tudo volta a ser exatamente como era antes.&lt;br /&gt;Perde o direito de fazer cocô na calça porque aprende a se limpar. Porque cresce e sabe que o vaso sanitário foi feito pra isso mesmo.&lt;br /&gt;Perde o direito de fazer as coisas no imediatismo porque aprende a esperar. E espera porque, se não for assim, não será de outro jeito.&lt;br /&gt;Mas tem gente que nunca perde. Isso porque nunca cresce. E continua, apesar dos cabelos brancos, a fazer xixi na cama porque tem medo de se levantar à noite no escuro e não aguenta esperar o amanhecer para ir ao banheiro.&lt;br /&gt;E por nunca crescer, não entende que a dor é doída mas traz algum benefício.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem não cresce não entende a dor da partida, da despedida e do adeus. Não compreende a ideia de que o fim é o começo de outra história. Ninguém gosta da dor. Mas as cicatrizes que se formam depois, nos ajudam a lembrar que sobrevivemos a cada tombo, corte ou queimadura, e que somos mais fortes do que pensamos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem não aceita a dor, o crescimento e as perdas, não alcança também as conquistas, os alívios e os encontros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E continua a encharcar o colchão todas as noites, porque não sabe que, no escuro é tudo exatamente igual ao claro, e que o dia nos encoraja, mas a noite prova o nosso aprendizado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7497925975461860597-204040275004553590?l=ateaultimaletra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/feeds/204040275004553590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7497925975461860597&amp;postID=204040275004553590' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/204040275004553590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/204040275004553590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/2009/06/crescer.html' title='Crescer'/><author><name>Indh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00468944588364264129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11429160887520667677'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7497925975461860597.post-6382075123583543682</id><published>2009-06-08T12:35:00.000-03:00</published><updated>2009-06-08T12:58:17.810-03:00</updated><title type='text'>Nostalgia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Eu não queria te deixar sozinha neste dia. Em todos os outros anos dos quais me lembro, passamos juntas, rindo de uma besteira qualquer. Se pudesse, hoje reuniria todas as meninas que não param de falar um segundo apenas e a gente iria tomar um Sundae (sem cabelo) no Tia Eliana e falar mal da roça que é Coronel Fabriciano.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A orelha da professora de matemática iria queimar de tanto que falaríamos como ela é do mal por dar uma prova tão difícil e mais de cinquenta exercícios de um dia para o outro. O prof. ia chegar cutucando a gente e perguntar como fomos no Simulado. E a gente iria morrer de rir quando descobrisse que tiramos 2 pontos em 5. Porque a gente sempre soube rir das nossas próprias desgraças.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E lá mesmo, em meio a provas de escola, uniformes velhos e muito sorvete, a gente ia cismar de ver filme na casa de alguém esquecendo totalmente que há um trabalho gigantesco da mesma professora maligna para a semana que vem. Mas dane-se. Amizade (e farra), em primeiro lugar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas a nossa farra sempre foi inocente. Sempre foi falar dos meninos bonitos e das meninas metidas, tomando coca cola, comendo brigadeiro e vendo novela do SBT.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A nossa amizade sempre foi sincera. De nunca brigarmos, discutirmos ou distanciarmos por qualquer motivo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E você tem que entender que nos dias de hoje isso é praticamente impossível.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Você precisa concordar que a distância não faz tão bem assim, embora nos traga a certeza de quais são as pessoas realmente importantes na nossa vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sabe do que mais? É simplesmente horrível estar na mesma cidade que você e te sentir em outro país. Porque crescer, envelhecer e se tornar adulto, implica abrir mão de algumas coisas. Algumas dessas coisas são a companhia frequente de amigos indispensáveis. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E você é indispensável. Eu posso até abrir mão de passar algum tempo com você para ter que fazer um trabalho horroroso que conta na nota final dessa faculdade que às vezes me atropela. Mas eu não abro mão da sua amizade, do seu apoio e de tudo o que você representou e ainda representa para mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque se ser adulto significar perder os amigos para sempre, eu quero ser pra sempre aquela menina feliz, que adorava o uniforme cinza do CJC e que tinha como única preocupação na vida não ficar de recuperação no fim do bimestre.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas como isso é impossível, eu, adulta, desejo feliz aniversário para você, também adulta, mas com vontade de te dar um abraço de criança e te chamar para, junto com a Mu, assistirmos a mais um capítulo de Maria do Bairro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amo você, Flu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7497925975461860597-6382075123583543682?l=ateaultimaletra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/feeds/6382075123583543682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7497925975461860597&amp;postID=6382075123583543682' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/6382075123583543682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/6382075123583543682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/2009/06/nostalgia.html' title='Nostalgia'/><author><name>Indh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00468944588364264129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11429160887520667677'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7497925975461860597.post-873154270649673361</id><published>2009-05-26T22:37:00.000-03:00</published><updated>2009-05-26T22:41:03.002-03:00</updated><title type='text'>Sim</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;"Sei lá, às vezes parece que ele espera um sim seu e que você espera não ter medo de dizer sim" - L. Simões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa eu contar a verdade. No começo era algo como ego inflado. Eu olhei o moço bonito e jamais imaginei que um dia ele ia notar a minha simplória existência. Então, do nada ele vem, pede um beijo e diz que estava pensando em mim há dias. Eu saí correndo achando que era mentira e ainda que fosse verdade, eu não queria confusão pro meu lado. Naquela época o meu coração estava bem não, sabe? E quando achei que me veria livre da iminente encrenca, veio o moço dizendo que me amava. Eu saí correndo outra vez porque não acredito em amores relâmpagos e era muito estranho alguém me amar sem me conhecer e sem saber de todos os meus defeitos. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No meio, apostei que aquela história de amor ia passar, e que o moço se daria conta de que foi tudo um grande mal entendido, e que ele veria a seriedade do que dizia ao se declarar, assim, tão sem reservas. O ano passou depressa pra mim, devagar pra ele. Passou rindo pra mim e deixou ele cansado, triste, e fiquei sabendo que era por minha causa. Mas o que eu podia fazer? Eu não tinha pedido pra ninguém gostar de mim, até porque me aturar nunca foi tarefa fácil. Mas ele insistia em dizer que tínhamos tudo a ver um com o outro e que eu precisava me dar uma chance de amar de novo. Mandou todo aquele discurso motivacional de que eu precisava tocar minha vida e tudo o mais. Não que eu descartasse a ideia sabe? Mas é que é tão confortável lamber feridas antigas e se acomodar, esperando que um dia as coisas se ajeitem sozinhas. Mas deixa eu te contar uma coisa. As coisas são coisas e não se movem por conta própria. Você precisa se mexer, sair do sedentarismo emocional se não quiser que seu coração morra de inanição.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No fim, sem querer, acho que relaxei um pouco. E parei de só olhar o guri. Passei a enxergar o guri. E vi tanta coisa boa, sabe? Deixei ele ter razão. Aceitei que eu precisava fazer algo por mim e fiz. Abri uma frestinha aqui dentro. Agora tá tudo escancarado. O amor dele balança as minhas cortinas, bate as minhas portas e refresca casa que tinha muita poeira e saudade antes dele chegar.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Agora o amor dele, que entrou como brisa suave, fez minha paixão virar amor também. Engraçado né? Se ele esperava um sim meu, agora tem.&lt;br /&gt;O siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiim prolongado e desafinado que gosto de gracejar por aí.&lt;br /&gt;Agora o meu sim é sim de amor.&lt;br /&gt;E eu não tenho mais medo não.&lt;br /&gt;É que é amor mesmo.&lt;br /&gt;É amor sim.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7497925975461860597-873154270649673361?l=ateaultimaletra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/feeds/873154270649673361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7497925975461860597&amp;postID=873154270649673361' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/873154270649673361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/873154270649673361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/2009/05/sim.html' title='Sim'/><author><name>Indh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00468944588364264129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11429160887520667677'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7497925975461860597.post-8292756609637635612</id><published>2009-05-13T10:26:00.000-03:00</published><updated>2009-05-13T10:37:10.860-03:00</updated><title type='text'>Espelho de domingo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ZHKtY6uablQ/SgrK0-xdNUI/AAAAAAAAADI/xVyfUXFnJOc/s1600-h/c.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5335299720126215490" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 221px; CURSOR: hand; HEIGHT: 281px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ZHKtY6uablQ/SgrK0-xdNUI/AAAAAAAAADI/xVyfUXFnJOc/s320/c.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Durante a semana, ela se veste de trapos para cuidar de algodões muito mais preciosos que vidas humanas. De segunda a sábado, ela esquece vaidades e vontades e se apega à única coisa que a mantém viva: o instinto de sobrevivência. Então, são pai, mãe, tios, primos e todos os irmãos empenhados em colher flocos macios que não combinam com a vida dura e áspera que levam. Melhor assim. Os algodões são bem mais agradáveis que o canavial de onde vieram e que a carvoaria por onde já passaram. As canas fizeram cicatrizes que tempo nenhum apagará, e o carvão sujou tanto esse povo de humilhação que, perto desses males, a plantação de algodão parece de sonhos. Só parece. São vinte e dois hectares de pontinhos brancos que não são neve nem doce. São vinte e dois hectares de terra sofrida, marcada pelos pés de quem não tem eira e nem beira, mas tem o estômago corroído pela fome e a pele despida pela pobreza. &lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;Mas ela não se deu conta disso, ainda. Para ela, esquecer as vaidades durante a semana é até melhor, porque o mato e a terra sujam-lhe os cabelos e as roupas. Ela sabe que é diferente das crianças brancas que têm mais de três refeições ao dia. Ela entende, de alguma forma, que sua situação não é das melhores, mas fazer o quê? É só uma criança com sete, oito anos, sem registro, sem planos e sem posses. Sua diversão é correr nas plantações com os irmãos e voltar para casa coberta de algodão. Seu medo é levar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;bronca&lt;/span&gt; da mãe por causa de um dia de trabalho desperdiçado. Seu sonho é estudar, ter roupas novas e mais comida na mesa. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Sua ansiedade é o domingo. Ah, o domingo! O domingo não tem algodão. Só as nuvens do céu, que parecem especialmente brancas nesse dia. O domingo não tem correria, trabalho e pele suja de terra. O domingo tem banho. Tem espelho, perfume, pente e a única roupa decente da gaveta. O domingo tem sapatos. Isso porque o domingo tem Deus. No dia sagrado da semana a menina negra, pobre, esquecida e que nem conhece ao certo o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;tamanho&lt;/span&gt; da tristeza de sua vida, se prepara para encontrar com quem parece não se importar com os desvalidos desse mundo. No dia sagrado, ela se arruma para parecer menos mundana e mais divina. Para aparecer a um Deus e pedir que ele cuide de seus algodões, mas, se possível, faça cair maná do céu.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Texto feito na aula de Produção Jornalística&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A foto é de 1936, EUA. A menina trabalhava numa plantação de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;algodão&lt;/span&gt; - Acervo da revista &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Life&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://images.google.com/hosted/life"&gt;http://images.google.com/hosted/life&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7497925975461860597-8292756609637635612?l=ateaultimaletra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/feeds/8292756609637635612/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7497925975461860597&amp;postID=8292756609637635612' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/8292756609637635612'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/8292756609637635612'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/2009/05/espelho-de-domingo.html' title='Espelho de domingo'/><author><name>Indh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00468944588364264129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11429160887520667677'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ZHKtY6uablQ/SgrK0-xdNUI/AAAAAAAAADI/xVyfUXFnJOc/s72-c/c.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7497925975461860597.post-5111105287165996088</id><published>2009-04-30T19:41:00.000-03:00</published><updated>2009-04-30T19:44:14.342-03:00</updated><title type='text'>Suposição</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Seria um pouco falso da minha parte dizer que escrevo só pra mim. Sempre escrevi para outros, desde pequena.&lt;br /&gt;Mas um dia desses me perguntaram o porquê de manter um blog, e eu não soube responder. Não é apenas porque gosto. Gosto de fazer zilhões de coisas e não faço. Não é porque alguma professora da quinta série elogiou uma redação de &lt;em&gt;Minhas Férias,&lt;/em&gt; daí eu empolguei e achei que tinha um futuro brilhante. Também não escrevo porque sou tímida. Falo demais e a timidez nem faz parte de mim. Mas faz parte de mim querer com certa frequência, qualquer frase que seja, que simbolize algo para outra pessoa. Já escrevi para apaixonar e para expulsar. Já escrevi para consolar e para declarar amor. Já escrevi porque não tinha coragem de dizer pessoalmente. Hoje, eu acho que escrevo porque acho que sou mais bonita nas palavras. Mas só acho. E ninguém quer ser bonito pra si só. Todo mundo quer beleza para mostrar a alguém.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7497925975461860597-5111105287165996088?l=ateaultimaletra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/feeds/5111105287165996088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7497925975461860597&amp;postID=5111105287165996088' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/5111105287165996088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/5111105287165996088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/2009/04/suposicao.html' title='Suposição'/><author><name>Indh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00468944588364264129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11429160887520667677'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7497925975461860597.post-6288214247097744298</id><published>2009-04-25T13:10:00.000-03:00</published><updated>2009-04-25T13:24:20.911-03:00</updated><title type='text'>desvario.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;(eu não acho que ciúme seja uma coisa que dói. Porque quando lembro de dor, lembro de pancada e imagino um osso quebrando ou hematoma grande na testa. Dor de cabeça, dor de barriga, dor que, se tivesse som, seria um som grave.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pra mim, ciúme arde. E eu acho que arder é pior que doer.  Como corte sobre o qual caiu álcool, sabe? Arde como quando a gente esquece de passar &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;protetor&lt;/span&gt; solar na praia. Arde. E se tivesse som, seria agudo. Agudo demais. E como todo som excessivamente agudo, incomoda os ouvidos e a gente não consegue se concentrar em outra coisa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Arde. Eu assopro e não passa. Eu conto até um milhão e luto pra ser uma pessoa civilizada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ciúme é feio demais. E tem cara de queimadura)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7497925975461860597-6288214247097744298?l=ateaultimaletra.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/feeds/6288214247097744298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7497925975461860597&amp;postID=6288214247097744298' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/6288214247097744298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7497925975461860597/posts/default/6288214247097744298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ateaultimaletra.blogspot.com/2009/04/desvario.html' title='desvario.'/><author><name>Indh</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00468944588364264129</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11429160887520667677'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry></feed>